Missa marca 1 ano de saudade do empresário Cariê Lindenberg

Jornalista, empresário, escritor, músico, pai e avô. São muitas as definições que giram em torno de Cariê Lindenberg, fundador da Rede Gazeta e que, há exatamente 1 ano, despediu-se dos familiares, amigos e admiradores que conquistou ao longo de 85 anos.

Para celebrar a vida do homem que transformou o jornal impresso A Gazeta no maior grupo de mídia do Espírito Santo, a família Lindenberg convida para a missa em memória de Cariê nesta quarta-feira (06), às 18h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, em Vitória.

Cariê deixou três filhos: Carlos Fernando (Café), Leticia e Beatriz; e cinco netos – Eduardo, Mariana, Carlos Fernando, Carolina e Antonio Pedro. Nos últimos meses de vida, Cariê enfrentou problemas de saúde e chegou a ficar hospitalizado por mais de um mês, antes de falecer por complicações de uma pneumonia.

Em mensagem enviada aos funcionários da Rede Gazeta na manhã desta quarta-feira, o empresário Café Lindenberg, que sucedeu o pai na presidência do grupo, ressaltou a mistura de sentimentos que marcam esta data.

“Como filho, sinto a enorme falta de não ter meu pai fisicamente por perto, contando suas histórias e vendo os netos já adultos e donos de si. Como presidente da Rede Gazeta, sinto orgulho do bastão que recebi e também a responsabilidade de jamais deixar que percamos o norte da isenção, correção e compromisso com a verdade. Neste quesito, eu garanto a vocês, a memória e a vontade de Cariê Lindenberg permanecem mais vivas do que nunca”, escreveu Café.
Paixão pelo Espírito Santo
Nascido no Rio de Janeiro, Cariê se mudou com a família com 17 dias de nascido e dizia não ter dúvidas de que era um capixaba. “Nasci no Rio de Janeiro por acaso”, ria.

Apaixonado pela música e tendo sido amigo de expoentes da bossa-nova, como Tom Jobim, Roberto Menescal e Newton Mendonça, o empresário passou a juventude entre a praia e a vida boêmia. “Foi uma delícia, um momento fantástico para mim”, contava.

O fundador da Rede Gazeta sempre foi um grande defensor do jornalismo profissional e da liberdade de expressão. Entre 1965 e 2001, ele comandou a Rede Gazeta e foi responsável, dentre outras coisas, por fundar a TV Gazeta e as regionais Sul (Cachoeiro), Norte (Linhares) e Noroeste (Colatina).

Muito mais que um chefe, Cariê se imortalizou como um grande apaixonado pelo ambiente do jornalismo.

“Minha tarefa não era lá, mas meu cacoete era ficar lá. Se não inteiramente na Redação, com os caras que eram os editores, diretores, jornalistas. Era econômico em pedir coisas; nunca mandei. Sempre propus discutir alguma coisa que fosse boa”, disse em uma de suas entrevistas, em 2018.
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