Economia Criativa Julio Cesar Hintemann Filho esclarece do que se trata

As atividades culturais são milenares no mundo, porém, somente na década de 1980 que o termo “economia criativa” foi usado pela primeira vez. O empresário Julio Cesar Hintemann Filho explica que a expressão foi usada pela primeira-ministra da Inglaterra, Margareth Tatcher, ao reconhecer a importância da cultura e da tecnologia para o pulso econômico do país.

Assim, Julio Cesar Hintemann Filho comenta que diferentemente dos setores convencionais como agricultura, indústria e comércio que criam riqueza a partir de bens materiais, a economia criativa se associa ao conhecimento artístico, tecnológico e cultural, gerando receita a partir das experiências, facilidades criadas e lazer. Nesse setor econômico, não apenas as atividades culturais e tecnológicas se enquadram, mas também as áreas de arquitetura, design, artesanato, jornalismo, rádio, televisão e cinema. 

Dessa maneira, pode-se entendê-la como conjunto de ações criativas, tecnológicas e culturais que geram receita e impacto na economia. No caso do Brasil, Julio Cesar Hintemann Filho esclarece que ela representa uma parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, afinal, ela envolve – dentro do setor econômico – tudo que se relaciona à produção, distribuição e criação de serviços e bens criativos.

Além da participação ativa no PIB do país, a economia criativa é também responsável por uma parcela importante da geração de empregos no Brasil. Julio Cesar Hintemann Filho informa que ela gera, em média, 850 mil empregos formais, além daqueles que trabalham como prestadores de serviços ao segmento e os que atuam como freelancers em diversas áreas.

Seus principais segmentos no Brasil são: consumo (arquitetura, design, moda e publicidade); cultura (patrimônio e artes, música, expressões culturais e artes cênicas); mídias (editorial e audiovisual) e tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC). De acordo com Julio Cesar Hintemann Filho, as áreas da economia criativa que mais empregam no país são as de arquitetura, moda, design, engenharia e publicidade.

Contudo, engana-se quem pensa que, para trabalhar com a economia criativa, deve-se ser um criador e profissional artístico. O empresário Julio Cesar Hintemann Filho reforça que a área requer profissionais qualificados dos mais diversos segmentos como administração e profissionais da tecnologia da informação. Isso se dá devido ao crescimento e desenvolvimento de novas empresas no setor, que possibilitam que, praticamente, todas as áreas consigam se enquadrar nesse mercado.