Dólar recua com reforma tributária e otimismo internacional; Bolsa sobe

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo positivo nesta segunda-feira, 12, com a expectativa pela apresentação do relatório preliminar da reforma tributária e o início da temporada de balanços corporativos. O dólar encerrou com recuo de 1,25%, cotado a R$ 5,174. Este foi o maior percentual de queda desde 1º de junho, quando a divisa recuou 1,51%. O câmbio abriu o dia em forte alta e chegou a bater a máxima de R$ 5,285, enquanto a mínima não passou de R$ 5,164. A moeda norte-americana encerrou na sexta-feira, 9, com queda de 0,30%, a R$ 5,239. Seguindo o bom humor internacional, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou com avanço de 1,73%, aos 127.593 pontos. Foi o maior salto diário desde 7 de maio, quando o pregão avançou 1,77%. O principal indicador da Bolsa encerrou na quinta-feira, 8, com recuo de 1,25%, aos 125.427 pontos.

Os mercados globais deixaram um pouco de lado a preocupação com a disseminação da variante Delta do novo coronavírus para focar na divulgação dos balanços corporativos do segundo trimestre. No cenário doméstico, as atenções estão dividas na apresentação do relatório preliminar da reforma tributária, prevista para esta terça-feira, 13. O relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA) não revelou as mudanças, mas a expectativa é pela revisão para baixo da tributação de 20% sobre dividendos recomendada pelo Ministério da Economia. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) afirmou que o relator estuda reduzir em R$ 50 bilhões a carga tributária. Investidores também analisam a deterioração do cenário político com as turbulências em Brasília. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 segue nesta semana com a expectativa de ser prorrogada por mais 90 dias, até outubro. A extensão dos trabalhos alcançou as assinaturas necessárias e depende da leitura do requerimento pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). No desenrolar das investigações, a Polícia Federal instaurou inquérito nesta segunda-feira para investigar suspeita de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro no caso da compra da vacina Covaxin contra a Covid-19.

Ainda na pauta doméstica, o mercado financeiro voltou a elevar as previsões de inflação, Produto Interno Bruto (PIB), dólar e Selic para 2021. Segundo dados do Boletim Focus, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 6,11%. A taxa de juros, principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, foi revista para 6,63%. Para 2022, as estimativas apontam para alta de 7%. A perspectiva para o crescimento da economia também foi revista para cima, passando para 5,26%, enquanto a projeção do câmbio foi alterada com leve alta, a R$ 5,05.