Concessões à iniciativa privada buscam ‘mais qualidade’ ao transporte de SP, diz Baldy

O governo de São Paulo busca avançar na privatização de linhas da CPTM. Em abril, o Estado fez a primeira concessão com o direcionamento das vias 8 e 9 à iniciativa privada e projeção de investimentos na ordem de R$ 3,2 bilhões. O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, defende que a medida é uma alternativa à falta de orçamento e de capacidade fiscal dos governos. “Se o Estado e setor publico não conseguem realizar os investimentos têm que buscar alternativas viáveis e os setores viáveis. O governo tem buscado a privatização de setores que são viáveis. Realizamos a concessão das linhas 8 e 9, quase R$ 1 bilhão em outorga, nesses números inclui a compra de 34 novos trens, que servirão as mesmas linhas e aqueles que estão hoje serão deslocados”, explicou ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 26. De acordo com o secretário, edital da linha 7 também está sendo preparado, assim como está sendo estudada a inclusão da linha 10 no projeto e a concessão das vias 11, 12 e 13 à iniciativa privada.

Alexandre Baldy reforçou que o governo de São Paulo vai manter a função de regulador e fiscalizador dos serviços de transporte público. Citando a administração das linhas 4 e 5 do metrô, que foram construídas pelo Estado e entregues ao setor privado, o secretário defendeu a mudança. “Estados, limitados a tomarem dívidas para realizar investimentos e também com capacidade limitada, precisam de investimentos privados onde é viável, como no setor de transporte. Precisamos procurar o capital privado para oferecer mais qualidade, a exemplo da linha 4, em todas as linhas que podem ser concedidas, como na 8 e 9”, pontuou. Ao ser questionado sobre as expectativas para a entrega da linha 17-Ouro do Monotrilho, Baldy assegurou que a proposta é iniciar a operação em 2022.