Balança comercial bate recorde com superávit de US$ 37,5 bi no 1º semestre

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 37,5 bilhões no primeiro semestre de 2021, o melhor desempenho desde o início da série histórica, em 1989, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira, 1º. O resultado representa avanço de 68,2% sobre o mesmo período do ano passado, quando a balança fechou com US$ 22,3 bilhões. O saldo positivo é reflexo de US$ 136,7 bilhões em exportações, alta de 35,8%, contra US$ 99,25 bilhões em importações, avanço de 26,6%. O saldo comercial avançou 59,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2020, superávit de US$ 10,4 bilhões, o melhor desempenho para todos os meses da série histórica. O saldo é resultado do avanço de 60,8% das exportações, atingindo US$ 28,1 bilhões, contra 61,5% das importações, totalizando US$ 17,7 bilhões. A corrente de comércio, que mesura o valor das transações, registrou alta de 31,8%, atingindo no semestre, total de US$ 235,9 bilhões, no semestre, enquanto em junho a variação fechou com avanço de 61,1%, totalizando US$ 45,8 bilhões. Os dois resultados também são recordes para os seus respectivos períodos.

A indústria extrativa puxou o bom desempenho das exportações no primeiro semestre ao registar alta de 77%, totalizando US$ 38,1 bilhões. A venda de produtos agrícolas teve alta de 28,2%, somando US$ 32,2 bilhões, enquanto a indústria de transformação avançou 22,6%, totalizando US$ 65,6 bilhões. A indústria extrativa também liderou as importações, com alta de 30,7%, somando U$ 5,1 bilhões. A indústria de transformação vem na sequência, com alta de 26%, totalizando US$ 90 bilhões. Por último, as importações agrícolas registraram avanço de 22,4%, somando US$ 2,5 bilhões.

O comércio com a China, a principal compradora do país, fechou o primeiro semestre com superávit de US$ 26,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 70,2 bilhões, avanço de 33,7%. Já com os Estados Unidos, o período fechou com déficit de US$ 3 bilhões. A corrente de comércio avançou 18,5%, totalizando US$ 29,7 bilhões. A balança comercial com a União Europeia também fechou negativa para o Brasil, com déficit de US$ 47 milhões e com corrente de comércio com avanço de 24,1%, somando US$ 36,1 bilhões. Com a Argentina, o principal parceiro regional, a balança comercial fechou com superávit de US$ 58 milhões. A corrente comercial foi a US$ 11 bilhões, alta de 49,2%.